Não tente fazer calça jeans rasgada feminina

calça jeans rasgada feminina

Em um cenário com tendências tão marcantes, até uma calça jeans rasgada feminina ocupa um espaço de desejo para algumas mulheres que querem andar na moda. Mas, as coisas têm um certo limite. Não importa como as aparências se manifestam, certas coisas nunca devemos fazer em casa!

Esta foi uma lição que aprendi com certa dificuldade e um grau elevado de desconforto. Hoje eu já estou mais madura e nunca faria as peripécias dos anos da universidade. Imagine adotar medidas com as próprias mãos e acabar frustrada. Pior ainda, atrair as atenções pelos motivos errôneos.

Em tempos de dinheiro curto, como são os espaços da ocupação de estudante, nós ainda queremos manter um look que seja razoável e socialmente aceito. É normal tentarmos manter a moda, apesar dos sufocos de provas e exames. Essa é a minha história que rendeu muitos comentários.

A calça jeans rasgada feminina que abalou minha vida…

O ditado de que se quiser algo bem feito deve fazer você mesmo pode não se aplicar a todas as coisas. Eu descobri isso quando estava determinada a comprar uma calça jeans. Eu já andava na moda com duas opções: uma calça flare preta e uma calça flare branca. Eu revezava meu guarda roupa por muito tempo, até me cansar!

Eu queria mesmo era algo mais moderno como uma calça jeans rasgada. Porém, eu não estava preparada para o choque quando descobri que custava mais que a minha mesada de seis meses. Uma estudante já ganha pouco e ficar seis meses sem grana pode ser uma tragédia. Mas, a moda às vezes, fala mais alto!

Então, decidi que criaria a minha tendência pessoal. Eu rasgaria o meu próprio jeans e economizaria bastante e, ao mesmo tempo, estaria na posição de destaque, me vestindo com modelos da última moda. Santa inocência!

Hoje em dia, como economista atuante na área financeira me pergunto qual era o sentido na época em comprar algo rasgado e surrado que já estava na hora de descartar. Mas, a moda insistia em me tentar, até que decidi pela prática do “crime”. Aquele era, então, o dia em que eu rasgaria o meu jeans favorito.

E, foi assim que numa tarde de verão, eu me sentei no chão do banheiro, munida de tesoura e gilete, algumas pedras e um pedaço de ripa de cerca. Nem me passou pela mente de que havia uma certa ciência nos rasgos e talhos. Não me ocorreu, por exemplo, que quando fazemos um corte a tendência normal é a abertura continuar se expandindo quando cortamos os fios entrelaçados do tecido.

Sem nenhum planejamento e sem nenhum critério, eu me dispunha a criar um dos melhores modelos de calça jeans jamais visto. Cortei na altura dos joelhos, rasguei com as mãos algumas áreas mais leves na parte de traz, usei o pedaço de madeira para forçar os rasgos ainda mais.

Era como se eu lutasse para destruir a imagem de uma ameaça. Ainda bem que não tenho tendências psicopatas, pois cortar, rasgar, destruir, descosturar, raspar e outros adjetivos de destruição, pareciam causar um certo conforto nas funções cerebrais.

O teste de um dos melhores modelos de calça jeans.

Após horas de luta e ataques, finalmente consegui uma imagem de destruição que refletia a lembrança vaga do que havia sido um dia uma calça jeans. Era dia de prova e pensei que seria o momento ideal para exibir a minha mais nova aquisição fashion. Afinal, eu agora acompanhava as últimas tendências.

Conferi diante do espelho e me pareceu tudo bem. Ou melhor, era uma bandeira de guerra, que havia sido atingida por milhares de disparos. Os rasgos que haviam sido estrategicamente feitos por mim pareciam estar vivos. As pequenas aberturas acima do joelho, quando me vesti, abriram além dos limites.

Mesmo assim, me enchi de orgulho e sai preparada para chamar a tenção e receber os elogios por uma peça de moda tão atraente. Conferi mais uma vez e eu realmente estava vestindo um modelo exclusivo, com rótulos em Inglês de nomes como Ripped Jeans, Destroyed Jeans e Distressed Jeans.

A dura realidade…

calça jeans O caminho até a universidade era feito de ônibus. Sentei nos últimos bancos e observei que os rasgos do joelho haviam aberto totalmente e eu estava agora mostrando a parte superior da minha coxa. Parece que os rasgos tinham mesmo adquirido vida própria. Sempre que me mexia no banco do ônibus, sentia uma brisa em lugares diferentes.

Cheguei ao campus e fui direto para minha sala. Quando entrei, notei que muitos olhares me cobriam de cima a baixo. Uau, eu pensei, que impacto! Caminhei até o fim da sala onde me sentava normalmente e senti que os olhares eram agora acompanhados de risos e cochichos.

Sempre temos uma amiga mais chegada que acaba comentando e falando as coisas que muita gente pensa, mas não fala. Ela falava! E foi a primeira pessoa a me dizer que a minha calça estava diferente. Diferente? Como assim, pensei que estava arrasando!

Ela foi bem sincera e explicou que realmente era de arrasar, só que na ânsia de cortar e rasgar o jeans eu havia exagerado e acabei fazendo cortes nas partes traseiras e agora eu mostrava parte das minhas nádegas. Ótimo, eu pensei, um toque sexy. Só que não era tão atraente o fato de estar mostrando um pedaço da nádega, que aumentava a cada passo, se eu não tivesse me esquecido de usar uma calcinha maior naquele dia!

calça rasgadaEu estava realmente na moda, mas estava também em um cenário diferente. Se estivesse fazendo um filme pornô estaria bem, mas uma prova de econometria não parecia ser o roteiro ideal de um filme erótico. Daquele dia em diante, me chamavam de PFE, que é a sigla em econometria para Propriedades Finitas dos Estimadores.

Vocês já assistiram aqueles programas de TV onde dizem que não devem tentar fazer a mesma coisa em casa, pois eles são profissionais? Pois bem, faço minhas estas mesmas palavras. Deixem para o profissional cortar o seu jeans estrategicamente. Pague por isso e não reclame, eles sabem o que estão fazendo, você não!

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